The Voice UK 3x01/02: Blind Auditions 1/2

domingo, fevereiro 23, 2014


"Bem Vindo ao The Voice UK 3.0" ou "Já não sabia mais que poderia ser tão divertido."

Não é novidade para ninguém que a última temporada da versão britânica das cadeiras vermelhas ficou bastante um pouco cansativa, talvez por isso o meu descrédito e falta de interesse em começar a assistir esse ano. Contudo, depois de assistir já boa parte das blind auditions, eis que digo que a minha fé no programa foi restaurada. Tentarei então, em algumas postagens, nos colocar a par de tudo o que tem acontecido e ficarmos em dia para o começo das battles. E ao que tudo indica, a produção do programa ouviu as nossas reclamações e muitas mudanças foram feitas. O reality foi completamente reestruturado para a sua terceira temporada, e a impressão que ficou foi de um frescor sem tamanho. "Nothing tastes better then the Fresh."

O novo painel de jurados está insano. E não vou nem começar as comparações, porque todos sabem que nunca fui muito com as fuças de Jessie J, e Danny O'donoghue era um zero à esquerda. Queria apenas dizer que a nova dinâmica do programa está incrível! Sem a musa de "Price Tag" para antagonizar Will.I.Am. o tempo todo e chorar porque não conseguiu os melhores candidatos, o ritmo do programa conseguiu fluir muito melhor. Não pensem que por isso ficaremos sem uma boa briga no programa, Ricky Wilson veio para pisar em cada calo de Will.I.Am. e incrivelmente levar adiante uma boa briga com o colega de painel. E pasmem! Até Tom Jones voltou a sorrir como na primeira temporada, de tão melhor que o clima está. Isso deve-se a apenas um nome... Kylie Minogue, que trouxe simpatia, gentileza e exuberância para o programa.



E de cara começando os trabalhos da primeira noite, tivemos a incrível versão de "Can't Get You Out Of My Head" de Lee Glasson. Em um ritmo bem mais lento que a original, o rapaz imprimiu um certo lirismo na melodia que caiu muito bem à música. Conseguia até ver Kylie cantando essa melodia com uma pegada mais soturna e triste. Destaque também para os falsetes que o rapaz conseguiu fazer na apresentação, sensacional. Depois disso fomos apresentados a ótima extensão vocal de Christina Marie, apesar de achar que a voz da moça tremeu muito quando ela entra nas notas mais altas, a apresentação foi boa. Agora, duvido muito que uma pessoa que começou com Whitney Flop Houston perdure muito no jogo.



A próxima escolhida para fazer parte da competição, e para mim a melhor da noite, foi Anna McLuckie, que encantou a todos no estúdio, com sua linda voz e sua harpa. Entrou para os grandes momentos das blinds do The Voice UK. A menina tem um vibrato na voz que é suave e muito bonito, isso sem contar que ela também vai muito bem nos agudos. Essa foi a primeira aquisição para o #TEAMWILL que voltou para a terceira temporada para novamente montar o time mais diversificado do jogo. Eu ri de Rick Wilson quando tentou competir pela menina, só porque canta indie rock acha que vai pegar os cantores indies no programa. Sem chance! A sintonia que os "Ipsters" que passam por esse programa tem com Will.I.Am. é impressionante. E já que ele não conseguiu Anna, acabou fazendo mais uma aquisição digamos, não tão boa para o seu time, com Beth McCarthy e sua versão batida de "I'm Sexy and I Know It", saudades Christian Porter.



Depois do #TEAMTOM ter aberto os trabalhos com a ótima aquisição de Sally Barker, foi a vez de Kylie garimpar mais um diamante para o seu. Sério, a voz de Leo Lhenacho é uma coisa de outro mundo. Eu ficaria durante horas ouvindo suas performances e deixando os seus falsetes acariciarem meus ouvidos. E mais, que extensão vocal do caralho! O cara fazia agudos, ia nas notas mais baixas, quando não dava pulava para os falsetes. Realmente muito bom, e deixou o #TEAMKYLIE com o saldo mais positivo da noite.


Quanto a performance dos treinadores, os quatro conseguiram logo de cara o que o painel antigo não conseguiu em duas temporadas... Química! O medley de Kaiser ChiefsKylie Minogue foi executado impecavelmente, e apesar de Ricky e Tom terei começado um pouco "off" a energia só foi aumentando com o decorrer da apresentação. É incrível como Kylie tem o dom de atrair todas as atenções para si quando está no palco, e sem precisar gritar para isso. Acho que a função feminina no painel do The Voice sempre foi se destacar, e não parecer com mais um no meio dos rapazes. A edição da apresentação deles também ficou muito boa, parece que a produção finalmente resolveu tomar vergonha na cara e nos entregar uma coisa descente.

O segundo episódio foi "all about the newbies". Kylie e Ricky ganharam todos holofotes. Apesar de serem novos no programa e irem contra toda a experiência de Tom Jones e Will.I.Am, os novatos provaram que não são estranhos à competição e usaram de todas as suas armas de sensualidade para montar os seus respectivos times. O que claro, no caso da cantora australiana, atraiu mais homens, e no caso do vocalista do Kaiser Chiefs as mocinhas. Preciso dar destaque aqui também à alguns participantes que não foram aprovados nesses dois episódios, como foi o caso da brilhante voz de Bob Blakeley. Fiquei seriamente impressionado como que algumas coisinhas feijão com arroz ganharam um time e ele não. A verdade é que no momento em que os jurados percebem que é alguém Old School é muito difícil eles virarem. No mesmo barco de talentos desperdiçados tivemos Miles Anthony, a titia do rock Tara Lewis e o fofo Ryan Green. Apesar de tantas mudanças, pelo visto o The Voice UK não pretende abandonar nem tão cedo a sua marca registrada, de nos fazer sofrer com a eliminação de ótimos candidatos.



Quem foi o primeiro a entrar em um time nessa segunda noite foi Jamie Johnson como sua versão meia boca de "So Sick". Está na cara que o rapaz é uma versão piorada de Lee Glasson do primeiro programa. E quando Kylie colocar os dois para duelarem Jamie não terá vez. Porém, a primeira grande surpresa da noite veio mesmo dos pulmões de Mairead Conlon, quem poderia imaginar que de dentro de uma coisa tão pequena sairia uma voz tão grande. Quando a edição começou a falar dela, não dei nada e jurava que não ia passar. Não só eu fui impressionado, mas Tom Jones também, e claro que com uma voz dessas ela foi para o time certo.



Outro grande nome também foi o de Sophie May Williams, que estou seriamente tentado a dizer que foi a melhor da noite, não pelo ó pelo alcance de sua voz, mas pela autenticidade e personalidade vocal. A versão que ela fez da música de Cyndi Lauper foi realmente incrível. Os graves que ela fez (que a música não pede) foram perfeitos. Sem dúvida é um dos candidatos para ficar de olho nos lives, promete impressionar muito. Entre as aquisições femininas tivemos também Kelsey-Beth que foi atraída pelos olhares de cachorro abando nado de Ricky, e acabou indo para o seu time.


Se por um lado Ricky Wilson levava todas as menininhas na sua lábia, de outro Kylie Minogue não dava descanso aos rapazes e garimpou mais um para o seu time. Jimmy Weston apesar de visivelmente se encaixar melhor no #TEAMRICKY acabou não resistindo ao olhar sedutor da aussie e foi para o seu time. Fechando o programa uma das coisas mais absurdas que eu já vi na história do The Voice UK. Sério, o que é a voz de Jermain Jackman? E vejam bem que o rapaz passou muito pouca emoção em sua apresentação que, apesar de incrivelmente técnica, foi bem fria. Eu me pergunto, se sem emoção ele já fez tudo isso, imagina com emoção? Quem saiu vitorioso foi #TEAMWILL que rapidamente tomou a liderança da competição.

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