The Voice UK 3x03/04: Blind Auditions 3/4

domingo, fevereiro 23, 2014


"I'll Never Forget You Jai" ou "Kylie Minogue e seu Exército Aussie"

Nas semanas três e quatro ficou cada vez mais claro qual era o perfil musical que os treinadores estavam atrás. Vozes femininas de fácil absorção pelo público e estilos musicais mais populares... O excêntrico não teve muita vez nesses dois episódios. Dentro do palco, porque nas cadeira vermelhas os treinadores estavam enlouquecidos. Will.I.Am parecia mais chapado do que nunca com suas histórias sobre a prima Iesher ou quando usou psicologia reversa para a candidata não escolher Tom. O humor estava a todo vapor. The Voice UK nunca foi tão divertido. A verdade é que sem Jessie J para contrariar todas as piadinhas que Will.I.Am faz, as coisas ficaram mais interessantes. Até Tom Jones tem rido de tudo.

E é por ele mesmo que quero abrir meus comentários sobre os treinadores. Depois de uma enfadonha segunda temporada, aonde o veterano parecia visivelmente cansado, parece que o cantor decidiu entregar um humor completamente diferente esse ano. Não sei se é o novo painel de treinadores, a nova dinâmica... Só sei que tem dado certo. Tom Jones é todo sorrisos e piadinhas, e para ser sincero, me parece que os novos componentes da cadeira vermelha tem tido muito mais acessibilidade à ele, e ao invés de trata-lo como intocável, fazem piadinhas, implicam, tornando muito mais fácil a assimilação dele no painel. Quanto a competição, Tom viu que não deu muito certo o ano passado investir todas as suas cartas em Mike Ward, e resolveu voltar as suas raízes e investir novamente em um time de potências femininas. Se eu fosse os outros treinadores ficaria esperto, porque já vimos aonde tudo isso deu na primeira temporada.



O primeiro nome da terceira noite foi Iesher Haughton, que quando entrou no palco estilosa daquele jeito e começou a cantar Jacksons 5, já sabiamos que ela não poderia pertencer à mais ninguém que a Will.I.Am. Apesar de bem infantil e ainda em formação, a voz da menina tem um grande potencial, isso aliado ao fato de que ela soube escolher uma música que lhe caiu muito bem, tornou a apresentação dela realmente muito boa. E aquela nota que ela atingiu no final foi sensacional. A cantora entra para o seleto grupo de 4 Chair Turned. Ela é o perfil exato do finado #TEAMJESSIE, sem a cantora no programa é difícil prever se a menina realmente vai longe, mas espero que Will invista de verdade nela.



Outro grande nome do episódio para mim foi Myles Evans. Apesar de parecer bem Old School achei super atual a escolha musical dele. Eu particularmente não conhecia a Kodaline e desde então tenho agradecido ao programa por ter me apresentado. Seu ótimo vocal e toda a emoção que o cantor passou em sua interpretação garantiram um lugar no time de Ricky Wilson, que estava certo quando disse que não iria virar para qualquer cantor só porque tinha uma guitarra na mão. Essa pressão de Will funcionava muito bem com Danny O'Donoghue que era sua putinha, e acabava lotando o time de Who com uma guitarra. Ricky deixou bem claro que esse não seria o caminho que iria tomar, e que batalharia por todos os tipos de cantores.



Enquanto isso #TEAMJONES estava On Fire durante o episódio, e como falei, investiu pesado nas suas novas aquisições femininas. Quatro logo de uma vez. Os dois pistolões, Vicky Jones, irmã do vocalista do McFly, e Georgia, a prima da Adele. Tivemos também Celestine, que me pareceu uma grande Who, e claro, Leverne Scott-Roberts, que foi o grande destaque da noite. Cara a voz dessa mulher é perfeita, parece que ela trouxe uma maturidade para a música da Ellie, uma estabilidade maior nos vocais... Só sei que preferi muito mais a interpretação dela do que a original, e olha que gosto muito da Ellie Goulding. Com isso Tom Jones finalmente alavanca no jogo com sua segunda grande aquisição, deixando Ricky na lanterna.


Preciso dedicar aqui um espaço para falar dos novos apresentadores também, que são a fofura em pessoa. É incrível como que de repente o programa ficou muito mais agradável e suave de assistir. Sem toda a atitude de Holly Willoughby e Reggie Yates, o programa ganhou um tom bem mais calmo, mais prazeroso, sem ter aqueles dois gritando nos nossos ouvidos o tempo todo. a verdade é que Emma Willis Marvin Humes são a personificação do carisma, e esbanjam simpatia por onde passam. Nunca vi tantos abraços e lágrimas sendo derramadas por apresentadores em um programa britânico. Eles são ótimos e sem dúvidas trouxeram um clima mais acolhedor para o programa. A verdade é que a cena de Emma chorando com a família de Bob Blakeley vai ser difícil de apagar da memória, é incrível como ela realmente se envolve. Contudo, as perdas desses dois episódios achei muito mais relevantes, como fato de Leanne Jones não ter entrado para o programa. Será que eles estavam surdos? E ela é uma Leanne, é quase que tradição já. Acompanhando ela na volta dos que não foram tivemos também o ótimo Andy Otley, a linda Milly J, e claro, Si Genaro que teria sido um grande acréscimos de entretenimento à temporada.

Voltando à falar um pouco mais sobre os treinadores a bola da vez é Ricky Wilson, o grande antagonista da temporada. O bacana é que ele não precisa ser attention hore para isso, faz tudo de um jeito muito estiloso e divertido, sempre colocando Will.I.Am nas maiores saias justas. O vocalista já até recebeu um apelido para fazer companhia à Sneaky Willy, e agora é conhecido como Tricky Ricky. A dinâmica dos dois está bem interessante, é legal ver como ele não fica babando ovo de Will igual Danny fazia. Porém, não é só com o rapper que Ricky tem química, parece que já chegou de cara BFF de Kylie, a forma como os dois trocam figurinhas é muito bonitinha. O melhor contudo, é que até com Tom ele quebrou a parede de gelo, e faz piadinhas com o veterano como faz com qualquer outro colega do painel. E o que dizer das caras que Ricky faz quando vira a cadeira vermelha? A melhor foi quando ele virou com a mão na cara e abriu dois dedinhos para Myles Evans, e depois levantou a mão para ele tipo... Estou Aqui! Puro carisma.


A quarta noite abriu com o contagiante retorno de Jessica Steele. Vocês não sabem qual foi a minha felicidade ao ver essa menina de novo. Lembram da minha indignação aqui o ano passado? Pois então, sambou na cara da sociedade e virou as quatro cadeiras com a sua versão quarky de "She Said". Quando ela começou eu já esperava tudo aquilo, porque lembro que a voz da cantora era muito autêntica e distinta, mas o que realmente me impressionou foram os agudos que ela alcançou com segurança, não me lembrava disso. Foi muito divertido também ver Kylie, Tom e Ricky sincronizando na hora de virar as cadeiras, que sintonia! Quem também garantiu uma vaga no #TEAMWILL foi Sarah Eden-Winn, com o vozeirão dela acho que lugar mais seguro para ir era com Tom, não sei se ela irá muito longe no time do rapper, apesar de sua versão de "One Night Only" ter sido divina, Will não tem histórico de levar esse perfil de candidato à frente.


Agora pausa para falar da grande musa da temporada. Até o quarto episódio já tinha aparecido muita coisa boa, mas confesso que nada que tivesse me enlouquecido. Quando essa mOlher começou a cantar Noisettes e com essa voz idêntica à de Shingai Shoniwa, eu fiquei tipo, não pode ser! A minha cara foi a mesma que Will fez... "Como Assim? Como pode ser tão foda?" Visualmente Jai parece uma versão muito mais hype, sexy e menos brega que a última campeã do The Voice US, e musicalmente é de uma personalidade sem tamanho. Sei que #TEAMKELLY está bem forte, mas acredito que ela tem potencial para derrubar todo mundo. Já chegou com pinta de finalista e é para lá que aposto que ela vai. Falando em grandes vozes tivemos a fã de Amy Winehouse, Melissa, que mandou bem e garantiu lugar no #TEAMJONES.



No plot das gêmeas cada novato arrematou uma, Ricky ficou com Tila and Tavelah, que mais tem nome de dupla sertaneja, e Fantasy garantiram um espacinho no #TEAMKYLIE. E como Kylie Minogue estava a todo o vapor, ainda fechou a noite levando a ótima Rachael O'Connor para casa. Se a intenção da treinadora era deixar o seu time equilibrado e arrematar grandes vozes femininas, posso dizer que depois desse episódio a missão foi cumprida. Rachael não só é bonita e tem perfil comercial, como possui uma linda voz também. Caso a treinadora não queira levar uma cantora teen para os lives, pelo menos até os knockouts ela irá.

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2 comentários

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