The Voice 6x16: Playoffs/Análise de Time #TEAMUSHER

segunda-feira, abril 21, 2014


Deixando sempre o mais difícil para o final.

Não sei se é pelo fato de ser um grande produtor, e saber trabalhar com o mercado comercial, Usher nutriu durante as primeiras etapas da competição os grandes nomes da mesma, não diria as melhores vozes, mas sem dúvidas as que mais se destacaram e foram pimpadas pela edição do programa. Foi o time que teve o melhor treinamento, a maior quantidade de batalhas épicas e Steals. Sendo assim os seus candidatos que até aqui chegaram, estavam em uma posição bem confortável na competição, e seu último Steal, foi o mais bem aproveitado de toda a segunda rodada de Battles da competição, consolidando um Top5 muito forte.

O grande problema nisso tudo, é consolidar um time tão forte, que ninguém consegue se destacar dentro dele, o que acaba sendo uma grande falta de estratégia, e um grande tiro no pé. Usher acabou não só nivelando o seu time como levando adiante na competição cantores com o perfil muito parecidos, o que acabou sendo a sua segunda bola fora. Enquanto Adam e Blake que já estão escaldados, investiram em diversificar seus times, Usher levou para os Playoffs três cantores de soul e duas cantoras "pop", com estilos diferentes, mas ambas pop. Assim um foi minando o outro até chegar em um ponto que o público não sabe distinguir quem é o seu favorito e volta os seus olhos para o time adversário. Em meio a essa complicada equação #TEAMUSHER subiu ao palco para dar o melhor de si, e para ver se de alguma forma conseguiam se destacar individualmente.



Quem abriu a noite foi T.J. Wilkins. O favorito de Usher escolheu novamente um Old School Soul, deixando bem claro que ele não vai saber diversificar o seu estilo com o desenrolar da competição. Sério, eu não queria que ele largasse o seu estilo musical, mas a essa altura eu esperava já ter visto o cantor interpretar algo mais atual, algo que tenha sido escrito depois dos anos 70 pelo menos. Ao som de "Tell Me Something Good", o cantor subiu ao palco e destilou todo o seu swing e alcance vocal, provando que, sem dúvida, é um dos melhores cantores da temporada. As notas que ele alcançou durante a música e seus runs foram realmente fantásticos, e gostei também dele pela primeira vez ter harmonizado a canção, ficou bem bacana.




A grande surpresa da noite para mim ficou por conta de Melissa Jimenez. Quando você acha que já viu de tudo na cantora, que ela vai vir e fazer mais do mesmo, que ela é apenas um rostinho bonito, a cantora aparece e nos surpreende mais uma vez. Cansada de interpretar Allicia Keys, ela resolveu diversificar um pouco e cantar Beyoncé. Ai você pensaria... "Que grande mudança, só que não!" Porém foi sim, e foi para muito melhor, diga-se de passagem. Dessa vez Melissa apostou menos em runs, dependeu menos de truques, e apareceu de peito aberto durante sua performance. Sua voz parecia mais encorpada, ela conseguiu atingir seus agudos com uma precisão incrível... Resultado? A cantora impressionou a todos com a sua apresentação, e se alguém já a considerava como carta fora do baralho, ela veio para provar que ainda estava muito viva no jogo.




A minha grande decepção da noite ficou por conta da apresentação de Stevie Jo, não sei se é porque eu tinha grandes expectativas, só sei que tudo ficou bem aquém do que eu esperava. Com Josh cantando Soul atual e T.J. antigo, Stevie não tinha muito para onde correr, e acho que B. B. King foi uma ótima saída para essa sinuca de bico, provando que o repertório do rapaz é muito maior do que apenas músicas atuais, e que ele sabe pensar fora da caixa. Porém meus caros, a verdade é que se você vai interpretar o pai da guitarra, faça isso com muita personalidade, e acho que foi o que faltou na execução de Stevie. Não sei se foi porque ele repetiu todos os recursos que já havia usado até aqui... Só sei que nada me impressionou, e apesar dele ser o meu candidato preferido do #TEAMUSHER, acabei achando que foi a performance mais fraca da noite.




Em hora certa veio essa mudança de time de Josh Kaufman. Se no #TEAMADAM seria apertado ele passar para a próxima fase, no #TEAMUSHER ele ganhou sobre vida e pode brigar de com folga por um espaço nos Live Shows. Não restam dúvidas que a apresentação do cantor foi a melhor da noite, provando que apesar de todo o buzu em torno do time de Usher, Adam ainda possuía um time muito melhor, vocalmente falando. Josh praticamente destruiu a concorrência. Com uma escolha musical simples e nem um pouco ambiciosa, o cantor desconstruiu, pois o seu próprio twist, e entregou não só uma performance extremamente técnica e pontual, como também super emocional e repleta de carisma. Não tinha como ele ficar de fora do top12.




E para fechar os trabalhos dos Playoffs, mais pimpada que Netflix na sua página do Youtube e quase que insuportável a essa altura do campeonato, Bria Kelly subiu ao palco já sabendo que era nome garantido nos Live Shows. Vocês notaram que a cantora fechou quatro programas até agora na temporada? Ela fechou o primeiro programa das Blind Auditions, o terceiro das Battles, as Battles Round 2 e agora os Playoffs. Sério, em quatro anos de The Voice, nunca vi ninguém ser tão empurrado para o público quanto essa menina, nem mesmo Cassadee Pope foi tão pimpada em sua trajetória no programa. Quanto a apresentação dela, se é que importa, ela fez a mesma coisa que sempre faz: pega qualquer música extremamente batida, faz a versão gritaria da mesma e acha que está tudo lindo. Se vocês me acompanham desde sempre por aqui, sabem que nunca fui super fã de Sarah Simmons, porém acho que a versão da participante da 4ª temporada dá um banho nesse lixão unidimensional que Bria entregou. Torço muito pelo flop!


#TEAMUSHER então fecha os trabalhos chegando ao Top12 com um time muito aquém do que o esperado, apenas por falta de estratégia. Porém, como eu disse, com o Top5 que se formou não havia muita coisa a se fazer. Acho que a única diversificada que daria no time seria se o treinador levasse Melissa Jimenez, ao invés de T.J. Wilkins, que baseado apenas nos Playoffs mereceu muito mais ir adiante. E particularmente preferia muito mais que Stevie Jo tivesse ocupado esse espaço, mas acho que no fim das contas Usher tomou sim a decisão mais sensata. O grande problema é que o cantor irá se bater com Josh Kaufman  nos lives e o treinador terá que desenhar alguma estratégia para diferenciar os dois, e ainda assim eles correm o risco de serem ofuscados por Delvin Choice. A sorte de Usher é que ele tem Bria Kelly, que de tão pimpada que foi se não pegar pelo menos uma semifinal, ela é mais detestável do que eu imaginara. Então é isso meus caros, quarta-feira espero conseguir voltar com as reviews regularmente. Até lá!

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