Homeland 4x01/02: The Drone Queen / Trylon and Perisphere

terça-feira, outubro 14, 2014


A leveza de não ter de dar sequência a uma história já desgastada é a característica que sobressai nessa estreia dupla de Homeland. Com a conclusão da trama de três temporadas envolvendo Brody, agora há espaço para que novas ideias sejam exploradas e o resultado é positivo nesse começo de quarta temporada.

The Drone Queen apresenta essa nova realidade da série de uma maneira mais carregada de ação e critica. O tema permanece o mesmo, mostrando como as escolhas americanas na hora de lidar com terroristas acabam se revelando contraproducentes. Se antes Brody era o produto de uma ação mal calculada, agora temos a chance de ver as consequências desse tipo de erro pela perspectiva da pessoa que deu a ordem. 

A primeira reação de Carrie é adotar o mesmo discurso pronto de Sandy, alegando que erros acontecem. Considerando o interesse dela em investigar as circunstancias que a levaram a ordenar um ataque contra um casamento, é possível que a justificativa ensaiada seja apenas um disfarce para não revelar que ela se sente culpada. Ao mesmo tempo, é difícil afirmar isso com tanta certeza, já que todo ímpeto investigativo demonstrado por ela pode apenas ser um meio para fugir da filha.

Trylon and Perisphere se concentra essencialmente nesse relacionamento, ou na falta dele. Há pouco de novo ali, já que vemos de formas distintas fatos já conhecidos. As limitações emocionais de Carrie já são conhecidas, mas são realçadas quando vemos o quanto ela deseja sair dali criando alguns bons momentos. A cena onde ela tenta afogar a filha soa um tanto exagerada, mas cumpre seu papel de expressar como um banal, para outros, dia com filha pode ser uma experiência desesperadora para ela. Esse sentimento é visto na sua melhor forma em outro momento, quando vemos uma cena inteira focada apenas no rosto de Carrie enquanto ela ouve o caos a sua volta.

Mesmo com esses bons momentos, esse episódio poderia ter sido eliminado. Ele parece surge como uma pausa logo no começo da temporada, que existe apenas para que a protagonista lide com seus problemas pessoais e que, ao que parece serão logo esquecidos para se tornarem novamente importantes apenas no fim da temporada, quando a conspiração da vez estiver resolvida.

Outras histórias apresentadas nesses episódios no máximo despertam curiosidade, e em certos casos, medo. Quinn surge como uma figura instável, mais o destino dele até aqui é imprevisível, exceto pela provável reunião com Carrie em Islamabad, apesar da sua resistência inicial. Saul surge como um acessório na trama, mas já há um caminho aberto para que ele se torne o novo diretor da CIA. Essa pode ser uma boa trama, desde que não tenhamos mais cenas dispensáveis onde ele tenta manter seu casamento fracassado.

No geral, foi um bom começo. Não há grandes destaques positivos que se sobressaiam muito do resto – o mais perto que chega disso é a tensa sequencia que termina na morte de Sandy – mas tampouco há momentos torturantes.

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1 comentários

  1. A filha da Carrie é a cara do Brody! Acho que é por isso que ela não consegue conviver com a criança. Não aguento o Quinn tendo faniquitos, ele escolheu essa vida, seja homem, por favor.

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