The Strain 1x13: The Master

domingo, outubro 12, 2014


The Master é um episódio que se concentra nos melhores pontos de The Strain. Sem distrações e tempo a perder, o season finale oferece encerramento ao mesmo tempo que cria cliffhangers para o próximo ano. Alguns funcionam outros, nem tanto.

A forma como Gus é mantido na série é absurda. É um desafio encontrar qualquer momento dessa história em que ele tenha sido um personagem relevante. O mexicano, que sequer aparece em alguns episódios, poderia ser eliminado sem prejuízo para trama, ao invés disso ele se torna o caçador oficial de vampiros dos Anciões. Por que não usar Setrakian, que já faz o serviço há décadas, ou Eph e Fet, que se mostram bons aprendizes do velho caçador? A permanência de Gus soava absurda nos livros, e o mesmo acontece na TV.

Do outro lado, a busca pelo Mestre e o confronto final contra ele são tramas muito superiores, com um cliffhanger mais interessante. Mesmo que prefira que a cena fosse mais parecida com a descrição dos livros, onde o Mestre encara o Sol triunfante, apesar de estar queimando, num claro desafio a Setrakian, que acreditava que o vampiro jamais teria coragem de executar aquele movimento inesperado, o resultado final ainda é uma surpresa, uma que levanta a dúvida sobre como matar um vampiro que não teme encarar os raios UV se isso for necessário para que ele sobreviva.

A preparação para essa batalha oferece a oportunidade de mostrar como os personagens evoluíram e refletir o novo estado de cada um deles. Nora começa a série se recusando a matar os infectados e termina sendo a voz da razão, convencendo Eph de que ele deve parar de proteger o filho da realidade. A cena onde ele ensina o Zach a matar os vampiros a golpes de espada é eficiente, e o pesar dele ao fazer isso fica claro. Numa série focada em desenvolver uma história e não seus personagens, seria terrível se resistência de Eph em reconhecer a necessidade de ensinar o filho a viver naquele novo mundo durasse muito mais, felizmente a série evita esse erro.

Fet, que do começo ao fim dessa temporada não apresenta mudança alguma, é o personagem que encara com mais tranquilidade aquela epidemia. Suas piadas casam com o comportamento casual que ele adota diante de todos os perigos que enfrenta, ele chega a parecer gostar daquilo. Nesse aspecto, a interpretação de Kevin Durand é perfeita já que em certo ponto dos livros o próprio Fet diz acredita que esperou a vida toda por aquilo, o mundo caótico a beira do fim era onde ele se sentia confortável.

Até momentos antes arrastados, como as maquinações de Palmer são melhores. Parece que tudo que essa trama precisava era um pouco de sangue de vampiro para ter vida e escapar do tédio das cenas onde o moribundo empresário planejava o fim do mundo de dentro do seu escritório. Com ele não mais preso a uma cama, temos a chance de ver ao mesmo tempo seu lado vilanesco, quando ele mata sem hesitação, ao mesmo tempo que é perceptível uma faceta quase infantil nele nas suas tentativas de agradar ao Mestre, quase como uma criança sempre tentando ter a aprovação de um pai exigente.

Com esse episódio, a série nos deixa por meses com o seu melhor. Apesar de seus deslizes, The Strain consegue se manter na maior parte do tempo interessante, funcionando como uma série que não busca criar personagens profundos, mas sim realizar um bom trabalho no gênero de terror.

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1 comentários

  1. Achava que tinham esquecido a Swat Strigoi, foi interessante rever a gangue apesar da chatice suprema que é a historinha do Gus. Quer dizer que o Mestre rompeu o protocolo com a sociedade dos vampiros? Ansiedade pela próxima temporada!

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