O mundo das séries está cheio de
pais bacanas, por isso, nesse Dia dos Pais, resolvemos escolher alguns deles e
prestar uma pequena homenagem, destacando alguns personagens que destacam
algumas das qualidades paternas mais importantes. Temos pais engraçados,
companheiros, compreensivos, amorosos, cheios de honra, de inteligência e até
com muitas habilidades artesanais. Tem de tudo um pouco e é claro, vocês estão
convidados a deixar seus pais favoritos da ficção aí nos comentários.
Só por esse episódio vou dar uma de Sherlock e deduzir que a nova série da BBC, baseada na obra de Sir Arthur Conan Doyle, vai ser excelente.
Para quem já é fã do clássico Sherlock Holmes essa é uma boa notícia. Para quem nem faz muita idéia do que isso se trate (Oi? Em que mundo você vive?), uma boa chance se apresenta. Investigações que usam da arte da dedução, atenção a míseros detalhes, comportamento e qualquer coisa que você seja capaz de pensar. Aliás, até aquilo em que você não é capaz de pensar. Tudo serve para que o brilhante e egocêntrico Sherlock (Benedict Cumberbatch) possa chegar à verdade das coisas. E claro que o bom e velho Watson (Martin Freeman) não poderia faltar, representando um amigo fiel para o excêntrico Sherlock.
Além dos excelentes toques de humor e da edição ágil e moderna, é interessante notar a atenção às pequenas coisas que realmente fazem parte da história original. Aliás, o próprio nome do episódio já é uma referência a uma das histórias mais famosas dessa saga.
Mas, se você acha que pode ficar perdido por nunca ter lido um dos livros, tranqüilize-se. O roteiro traz tudo bem explicadinho, apresenta os personagens pegando muito aspectos mais profundos de suas personalidades, mostrando até mesmo como se conheceram.
Aliás, tudo começa ao acaso. Holmes e Watson são apresentados por um amigo comum para dividirem um apartamento, no famoso endereço dos livros, Baker Street 221b. Aos poucos, esses dois homens muito diferentes começam uma parceria e a frenética caça por pistas de uma série de assassinatos que parecem suicídios os une ainda mais.
Um fato curioso é que Watson é um ex-militar que lutou no Afeganistão e sofre de um trauma do pós guerra. Anda de bengala e tem uma das mãos trêmulas, mas o trauma é, na verdade, falta de adrenalina. Basta que ele se una ao Sherlock para conseguir sua dose diária de emoção e sair pulando de telhado em telhado.
Além disso, são levantadas algumas características do Sherlock, como um certo vício em entorpecentes e uma possível homossexualidade. Será? Deduza quem puder.
Outra figura que estará muito presente, ao que tudo indica, é o irmão mais velho de Holmes, Mycroft, trazendo para nós aquela boa disputa fraternal super saudável.
E pensam que Moryart fica de fora? Pois não. Logo ele é citado, mas ainda é um grande mistério para o brilhante Sherlock. E é por isso que será impossível perder os outros dois episódios dessa minissérie, cada um com 90 minutos. Ainda não te convenci? Direi apenas mais um nome: Steven Moffat, o criador da série, que tem no currículo produções como Doctor Who e Jekill.

