The Mentalist 5x12: Little Red Corvette

terça-feira, janeiro 15, 2013



A santa Teresa está aprendendo a jogar sujo.


Reviravoltas, uma conquista bastante almejada por Lisbon e uma trama bem elaborada, com essa ou aquela falha. Little Red Corvette seria um ótimo episódio em um spin-off de The Mentalist – embora eu me pergunte se realmente colaria uma side story  da série e encare a possibilidade com ceticismo.

Por que o 12º episódio dessa temporada não me agradou de todo? Oras, simples. Retomo minha crítica feita na resenha de Days of Wine and Roses: por melhor que seja a questão Teresa-Volker, faz desviar do problema principal, Red John. Pois é, no episódio dessa semana o empresário sociopata voltou a dar as caras, participando (assistindo, para ser mais precisa) do assassinato de uma testemunha-chave no caso contra seu ‘império’. O capítulo começou justamente com o assassinato, que havia acontecido há 2 meses do presente na série. Até aí, achei interessante, começar com flashback sempre lança um suspense no ar. O crime foi testemunhado por Marvin Pettigrew (Emjay Anthony), uma criança que estava no lugar errado e na hora errada. Apesar de descoberto por um dos capangas de Volker, Marvin teve sua vida poupada – pois os bandidos desse episódio eram um tanto éticos, com exceção de Tommy.

A história volta ao momento atual com a chegada do time da CBI no galpão onde se deu o crime. Encontram o esqueleto de Horatio Jones (Adam Tsekhman) – a propósito, decomposição acontece rápido assim? – e assim que o cadáver é identificado, Lisbon percebe que seu arqui-inimigo está por trás do homicídio. Diferentemente do episódio anterior, não rolou uma investigação paralela ao caso Volker. A morte de Horatio foi o crime da vez.

Se houve um ponto alto em Little Red Corvette, foi certamente a mudança de atitude de Teresa. Sempre trollada pelo consultor charlatão, a morena costuma tentar ser by the book e manter Patrick na linha. Dessa vez, se colocou como aprendiz do loiro, deixando claro que queria o pescoço de Tommy a qualquer custo. A qualquer custo incluiu pegar informação de Brenda para chantagear o promotor e conseguir um mandado de busca; mentir para a juíza Davis e mandar Cho e Rigsby prenderem um dos envolvidos no crime sem qualquer evidência. Talvez o caso tenha sido uma jogada do destino para que, quando Jane voltar a ficar obcecado por Red John (o que já faz uns episódios que não acontece - novamente, o caderninho de nomes não foi mencionado), Teresa o entenda e apoie. De qualquer forma, a impressão inicial é que os produtores estão fugindo do rumo. Que seja só uma impressão.

Não posso deixar de fora algumas críticas específicas sobre o 5x12. Primeiro de tudo, que jogada foi essa de Brenda ser aliada de Volker? Se analisarmos as temporadas anteriores, tem mais dedo-duro no prédio da CBI que gente na China. O lance com a tal da Annabelle (Nicole LaLiberte) também poderia ter sido aprofundado. Estava na cara que ela estava mentindo. Que vergonha, detetives! 

Além disso, a facilidade com que localizaram Martin (os olhares de todos eram milagrosamente atraídos pela geladeira!) foi bastante providencial – mas ok, como diz meu tio, “viaja na história!”. Então, só mais dois pontos que deixaram a desejar: para quem não sujava as mãos, Volker mudou muito rápido de modus operandi. Tudo bem que Lisbon & cia estavam chegando perto de captura-lo, mas matar o garoto Pettigrew com as próprias mãos não aumentaria as chances de que ele fosse parar atrás das grades? E mais, se ele era tão cuidadoso, por que iria arriscar dar um sumiço no menino em pleno zoológico, com várias testemunhas? E por fim, exageraram nos bandidos com ética (“não mato criancinhas”). Um dá para engolir, dois é questionável e três é demais. 

Apesar de todos os pesares, foi bom ver Lisbon realizando a vontade de balear, socar e prender Tommy. Provavelmente, isso significará caso encerrado e, com um pouco de sorte, lembrarão de que o principal vilão é Red John.

E como nem tudo é ponto negativo, vale destacar a cena de Cho e Rigsby no carro, bem curta, mas uma daquelas que estava fazendo falta: Wayne “roubando” a bebida de Kimball e ainda reclamando, ao que Cho respondeu com seu divertido e típico sarcasmo. E é válido dizer que o episódio terminou com um final bastante feliz e emocionante, com Patrick levando Marvin de volta para casa – e para a mãe. 

E todos foram felizes para sempre. Agora, voltemos à programação normal, producers. Grata.

PS: Amanda Shaw, considere-se vingada e descanse em paz.

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5 comentários

  1. Me desculpe, mais não concordo com praticamente nada do que vc escreveu. Vamos por partes, primeiro: eu acho válida dar uma certa mudada no foco por um tempo, todos os episodio somente com a busca do Jane pelo Red John, outros personagens importantes como a Lisbon merecem ter um destaque. Segundo: Não achei tão absurdo assim a localização do garoto, um folheto daquele tamanho preso na geladeira, não é tão dificil de se ver, ainda mais pelos detetives que por definição são observadores. Terceiro: Todo mundo sabe que na bandidagem existe uma certa "ética" como por exemplo, estupradores, pedófilos não são aceitos em hipótese alguma por outros bandidos, sendo separados para não serem mortos, e certamente matar criança tb entra nessa lista. E por fim, terceiro: O desespero fez o Volker mudar sua postura tão rapidamente, o testemunho do garoto, que o viu na cena de um assassinato seria fulminante pra ele, apesar de concordar com vc que matar o garoto no Zoo iria dar no mesmo, seria preso da mesma forma, mais naquela hora o desespero já tomava conta, ainda mais depois da intimidada que o Jane deu nele.
    Euparticularmente gostei muito do episodio, principalmente de ver a Lisbon ter um bom destaque, e por ela tomar atitudes que não condizem com sua conduta mais que era necessárias. E gostei muito do Jane mais uma vez mostrando que pra se obter vingança, é preciso ser frio, calculista, sem escrúpulos, chantagear etc.

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  2. Handerson, gostei dos argumentos.
    Lembremos porém que desde o início da série, existem episódios em que rolam crimes "casuais", Jane ajuda na investigação e aí tem alguns episódios na temporada que trazem de volta o caso RJ. O que me incomoda é que a questão do serial killer parece estar saindo do rumo inicial. Amo histórias envolvendo assassinos seriais e sei que são poucas coisas que os fazem parar: serem presos ou morrerem, em geral. É dito que muitos até insistem nos crimes como uma forma de "pedirem" para serem parados. E há quanto tempo não vemos Red John matar? Qual foi a última vez que vimos uma cena de crime com o smile sangrento na parede?
    Lisbon merece sim destaque, e todos da equipe volta e meia tem, de certa forma. Houve o episódio sobre o pai do Rigsby, que foi sensacional, por exemplo. Um sobre o envolvimento de Cho com a máfia coreana, em temporadas passadas, também. Até a questão familiar da Teresa. E foi legal a sede dela de prender o Volker, só acho que poderia ter sido fechado em um episódio. Mas é tudo questão de opinião, claro que respeito a sua. :)
    Quanto ao folheto e a ética dos criminosos, só achei exagerado. Poderiam sim ter achado o folheto, mas todos (Volker e Rigsby) acharam muito rápido. Foi providencial demais, mas... é ficção, ponto pra vc nessa. No caso da ética, fez parecer que todo bandido não mata crianças. Pq todos ali não matavam, só o Volker - a ponto de sujar as mãos.
    Mas, reforço: ainda que esses pontos não tenham me agradado completamente, não quer dizer que não gostei do episódio. Achei uma trama interessante, me prendeu. Só não quero ver o pano de fundo da série se perder e às vezes tenho a impressão de que é exatamente o que está acontecendo.

    Obrigada por ler e compartilhar suas ideias. Uma discussão bem embasada é sempre bem-vinda ;)

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  3. Olha pra mim foi um refresco ter uma trama a parte e q durasse mais deum capitulo, alias acho q seria interessante termos mais disso e menos fillers repetitivos de um episodio. Concordo com o folheto providencial na geladeira, mas gostei de termos um outro super vilão, por um tempo, acho q esta ae um caminho pra serie nao ficar tão cansativa entre um acontecimento e outro relaciodo ao red john.

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  4. Olha pra mim foi um refresco ter uma trama a parte e q durasse mais deum capitulo, alias acho q seria interessante termos mais disso e menos fillers repetitivos de um episodio. Concordo com o folheto providencial na geladeira, mas gostei de termos um outro super vilão, por um tempo, acho q esta ae um caminho pra serie nao ficar tão cansativa entre um acontecimento e outro relaciodo ao red john.

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  5. Pra mim foi um refresco ter uma trama a parte q fosse alem de um episodio, alias acho q esse seria um otimo caminho a se seguir, muito melhor do q assistir um monte de fillers cansativos entre um acontecimento e outro relacionado ao red john, seria legal termos mais homens sinistros antagonizando jane, enjoa ver so assassinos mediocres e somenteh red john como mente pensante. Quanto a alguns detalhes concordo com vc, o folheto na geladeira ficou providencial demais e etc.

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