Grey’s Anatomy 10x01 / 02: Seal Our Fate / I Want You With Me

segunda-feira, setembro 30, 2013


Grey’s Anatomy retorna com dois episódios que funcionariam bem mais separadamente. Infelizmente, os alertas do repetimento e do desgaste soam como nunca antes.  

Após uma temporada de reconstrução, a veterana série de Shondanás volta a mostrar sinais de cansaço e isto ocorreu por dois motivos. O primeiro está na péssima opção por uma premiere dupla, que é grande tendência nesta volumosa Fall Season. Além de ter ficado um pouco cansativo e maçante, os dois episódios tiveram climas completamente diferentes, o que deixou tudo um pouco esquisito para mim. Acredito que tudo poderia muito bem ter sido compilado nos clássicos quarenta e poucos minutos de episódio, o que nos pouparia de uma mudança abrupta na abordagem e também de tantas idas e vindas. Enquanto “Seal Our Fate” teve um tom dramático e emergencial, “I Want You With” apelou um pouco mais para o lado emocional e até mesmo para o humor, que não casou tão bem com que havia sido apresentado anteriormente. Sem dizer que a história dos bombeiros só encheu linguiça e não conseguiu ser interessante em momento algum.

O segundo problema é um pouco mais grave, já que praticamente todas as situações soaram como repetitivas e até cansativas. Os novos internos trilhando um caminho muito parecido com os dos nossos veteranos nem incomodou tanto, mesmo que a morte de Brooks tenha nos feito lembrar bastante de quando foi George bateu as botas. O que virá a seguir? Izzie terá câncer e vai surtar e sumir de novo? Para piorar, mais uma vez Cristina e Owen colocam um ponto final no relacionamento do casal só para dois minutos depois estarem em algum canto do hospital sensualizando como apenas a vencedora do prêmio Seriedade Anônima de Gostosa do Ano é capaz. Outro ponto que me incomodou foi ver a crise no relacionamento de Callie e Arizona, que me pareceu bem igual a todas as crises e traições que a série já propôs. Ainda tivemos mais enrolação para tudo voltar ao normal com Avery e April, mesmo quando ela consegue ser bem mais tolerável do que o normal. Isso tudo somado a mais médicos entre a vida e a morte e mais um falecimento revelam com tranquilidade o alto desgaste que a série atingiu. É bem verdade que Shonda vem mostrando competência ao conseguir nos entreter com a série mesmo em meio a tanto desgaste, porém uma série precisa saber a hora de sair de cena e tudo indica que esta hora está mais do que chegando para Grey’s Anatomy.

Em relação à morte de Brooks, fiquei bastante chateado uma vez que ela era de longe a mais carismática entre os novos internos. Até me emocionei com a chegada da mãe dela e com a disfuncionalidade do grupo, mas a ignorância seria uma benção. Como eu sabia que a atriz Tina Marjorino não havia se tornado membro do elenco principal como ocorreu com seus colegas que iniciaram na série ano passado, ficou bem óbvio que a personagem iria morrer e que Richard iria se salvar. Mesmo porque mais uma vez Shonda não foi capaz de matar um personagem negro.

Na história de Richard como paciente, o destaque ficou por conta de Yang mostrando mais uma vez que é uma cirurgião fodida e por Meredith tendo que decidir o futuro do eterno Chief. Gosto muito do jeito Meredith de ser indecisa e nada óbvia mas a mãe de Avery me irritou muito dando pitis adoidadamente. A trama até conseguiu ser descontraída e trazer bons momentos cômicos, principalmente com Karev e Cristina se questionando a respeito da absurda possibilidade de Meredith ser filha do Dr. Webber.

Ainda não estou completamente desanimado com a série, porém torço sim para que Shonda veja a luz e entenda que é melhor encerrar agora na décima temporada do que perder fãs ano a ano como ocorreu recentemente com Dexter e House. Além disso, esta premiere dupla me deixou com ainda mais certeza que não quero Grey’s Anatomy sem Sandra Oh. A atriz dá show e sua química com Meredith é essencial para a manutenção da série.  

PS.: Além de escrever o roteiro do Emmy, Shonda não perdeu tempo e já matou um personagem na temporada 2013 / 2014.


Shonda 1 x 0 George R. R. Martin. 

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4 comentários

  1. Pelos spoilers que se leem por aí, "R R" vai virar esse jogo fácil fácil...

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  2. "Mesmo porque mais uma vez Shonda não foi capaz de matar um personagem negro."



    Adele mandou lembranças...

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  3. Adele nunca foi personagem fixa em Greys. Entre atores convidados, ela já matou um monte de negros, mas nunca um personagem fixo na trama.

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  4. Pô, mas tb até a entrada dos novos internos só tinha dois personagens negros: Chief e Bailey. Se matasse um dos dois a série não iria conseguir atingir a cota minima de negros rsrsr.


    Outro personagem era o Burk, mas ele só não morreu pois naquela época os instintos assassinos de Shondanás ainda não estavam totalmente aflorados. Se fosse nas temporadas mais atuais, com certeza ela tinha matado ele.

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